A subjetividade situada dos Ensaios de Montaigne

Autores

  • Diego dos Anjos Azizi Centro Universitário Assunção e UFPR

DOI:

https://doi.org/10.32459/2447-8717e346

Palavras-chave:

Montaigne, Subjetividade, Filosofia Moderna, Circunstância

Resumo

O presente texto tem como objetivo investigar um aspecto fundamental da noção de subjetividade que emerge dos Ensaios de Michel de Montaigne. Montaigne fala de si e sobre o mundo que o circunda a partir da primeira pessoa, e é a partir de si que ele significa aquilo que lhe acontece. Contudo, esse “eu” em primeira pessoa não é uma forma pura, uma condição a priori formal da experiência de qualquer um. Esse “eu” do qual - e a partir do qual fala -, a consciência dessa subjetividade que emana de sua própria investigação, não é transcendental nem se deixa reduzir a ele. Ao longo de todos os Ensaios, Montaigne faz questão de nos lembrar que essa subjetividade que busca narrar e fazer aparecer é situada, para que seu “eu” seja compreensível, seja em sua própria constituição, seja em relação àquilo que ele julga sobre as coisas. Qual é o sentido, portanto, dessa subjetividade que só se deixa compreender em seu aspecto situado e circunstancial? É sobre o sentido dessa subjetividade situada que a presente reflexão se foca.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Diego dos Anjos Azizi, Centro Universitário Assunção e UFPR

Graduado em Filosofia pela PUC-SP. Especialista em Ciência Política pela FESP-SP. Mestre em Filosofia pela PUC-SP. Doutor em Filosofia pela UFPR. Professor dos cursos de pós-graduação da UNIFAI. 

Referências

AZIZI, D. Os Ensaios de Michel de Montaigne como exercícios do juízo. Trans/form/ação: revista de filosofia da Unesp, Marília, v. 47, n. 6, e02400242, 2024.

BRUSH, C. Montaigne Tries Out Self-Study. L’Esprit Créateur, vol. 20, no. 1, 1980, pp. 23 – 35.

BIRCHAL, T. O eu nos ensaios de Montaigne. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.

CONCEIÇÃO, G. Montaigne e a política. Cascavel: Edunioeste, 2014.

FRECCERO, C. Early modern psychoanalytics: Montaigne and the melancholic humanism. Qui Parle, Vol. 11, Nº 2, 1999, pp. 89-114.

LANSON, G. Les Essais de Montaigne: étude et analyse. Paris: Mellotée, 1930.

LIMONGI, M. Uma alternativa à noção de sujeito (entrevista). IHU on-line, edição 369, 2011. Disponível em: https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/3993-maria-isabel-limongi-2 (acessado em 11/09/2025).

MONTAIGNE, M. Ensaios - Livro I. Tradução de Rosemary Costhek Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

MONTAIGNE, M. Ensaios - Livro II. Tradução de Rosemary Costhek Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

MONTAIGNE, M. Ensaios - Livro III. Tradução de Rosemary Costhek Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

ORTEGA Y GASSET, J. Meditaciones del Quijote in Obras Completas (7ª ed): Tomo I. Madrid: Revista de Occidente, 1966.

REGOSIN, R. Prudence and the Ethics of Contingency in Montaigne’s Essais in LYONS, J; WINE, K. (Ed.) Chance, Literature, and Culture in Early Modern France. London/New York: Routledge, 2016.

Downloads

Publicado

2025-12-29